Gestão Março 2025 4 min leitura

Controle de estoque: o segredo do varejo lucrativo

Estoque parado é capital imobilizado. Falta de produto é venda perdida. O equilíbrio entre esses dois extremos é o que separa o varejo lucrativo do varejo que sobrevive no sufoco.

Um levantamento da SEBRAE aponta que 60% das pequenas empresas que fecham as portas em menos de 5 anos tinham problemas sérios de gestão de estoque. Comprar demais, comprar de menos, não saber o que tem em prateleira — esses erros parecem pequenos mas corroem o lucro silenciosamente.

Por que o estoque descontrolado prejudica seu negócio

Os impactos de um estoque mal gerido são concretos e mensuráveis:

  • Capital imobilizado: cada produto parado no estoque é dinheiro que poderia estar em caixa ou investido em mercadorias mais rentáveis.
  • Perdas por vencimento ou obsolescência: produtos que ficam muito tempo parados deterioram, perdem validade ou saem de moda.
  • Ruptura de estoque: quando o produto acaba e o cliente não encontra, ele vai ao concorrente — e muitas vezes não volta.
  • Distorções no preço de venda: sem saber o custo real do produto em estoque, o lojista precifica errado e perde margem sem perceber.

Os principais métodos de valoração de estoque

Entender como valorar o estoque é fundamental para calcular o lucro real da operação. Os métodos mais usados no varejo são:

PEPS (Primeiro que Entra, Primeiro que Sai)

O custo usado na venda corresponde ao lote mais antigo em estoque. Indicado para produtos perecíveis ou com risco de obsolescência. Tende a apresentar lucro contábil maior quando os preços estão subindo.

UEPS (Último que Entra, Primeiro que Sai)

O custo da venda usa o lote mais recente. Não é aceito pela legislação fiscal brasileira para fins contábeis, mas é usado internamente para análise gerencial.

CMV — Custo Médio Ponderado

Calcula um custo médio entre todos os lotes em estoque, recalculado a cada nova entrada. É o método mais usado no varejo brasileiro por ser simples, aceito pelo fisco e por refletir bem a realidade do custo.

Estoque mínimo e ponto de pedido

Dois conceitos fundamentais para nunca ficar sem produto:

  • Estoque mínimo (estoque de segurança): a quantidade mínima que você precisa ter para atender à demanda enquanto aguarda a reposição. Calculado com base no consumo médio e no prazo do fornecedor.
  • Ponto de pedido: o nível de estoque em que você precisa emitir um novo pedido ao fornecedor. Garante que o novo lote chegue antes que o estoque mínimo seja atingido.

"Não existe 'olhômetro' que substitua um sistema de gestão para controle de estoque. O feeling funciona para lojistas com 10 produtos. Acima disso, os números não mentem."

Como a tecnologia simplifica o controle

Um bom sistema de gestão automatiza as tarefas mais críticas do controle de estoque:

  • Baixa automática a cada venda: cada item vendido no PDV é descontado do estoque em tempo real, sem necessidade de anotação manual.
  • Entrada automática via XML de NF-e: ao importar a nota fiscal do fornecedor, o sistema atualiza o estoque e o custo médio automaticamente.
  • Alertas de estoque mínimo: notificações automáticas quando um produto atingiu o ponto de pedido.
  • Inventário simplificado: conferência periódica com leitora de código de barras ou celular, comparando físico × sistema.
  • Curva ABC: classifica produtos por volume de vendas para priorizar o que realmente importa no seu mix.

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